sexta-feira, 27 de março de 2009

DIA DO CIRCO E DO TEATRO


Nem tudo é motivo de comemoração no dia do teatro, especialmente em Natal, a falta de uma programação especial, incentivos, mostra que as artes cênicas por aqui anda esquecida pelos governantes... Sendo assim posto uma matéria (protesto) do jornal Diário de Natal para reinterar o protesto... Viva o teatro em Natal...



A batalha no Dia Mundial do Teatro em Natal


Hoje é dia de lembrar de duas classes das artes cênicas. Em âmbito nacional, a vez é do circo, lugar onde é possível desfrutar de momentos agradáveis proporcionados por palhaços, malabaristas, acrobatas, equilibristas e toda a magia que vem dos intrigantes truques dos ilusionistas. E, no mundo inteiro, o dia é do teatro e seu conjunto complexo de profissionais que atuam nos palcos e bastidores com o intuito de provocar no público os mais diversos sentimentos. Enfim, são essas artes, que por vezes se misturam e atraem pessoas de todas as faixas etárias e sociais, a ganharem destaque nas programações oficiais do Governo do Estado e da Prefeitura de Natal, no decorrer desta sexta-feira, dia 27 de março.

Mas, parece que nem tudo é motivo de alegria, especialmente quando o assunto é “teatro”. A maior parte dos grupos e artistas independentes que compõem o Movimento Redemoinho - fração do Rio Grande do Norte, por exemplo, decidiu que sua ausência durante as comemorações seria a melhor resposta para definir a questão “o que há para se comemorar?” Um espaço de compartilhamento de idéias estéticas e políticas, o grupo potiguar do Redemoinho, que vem se reunindo semanalmente e sem interrupções há um ano, preferiu mostrar aspectos que denunciam certo descaso para com os que acreditam e querem sobreviver do movimento teatral.

Um deles é a constatação de que o Estado não possui uma política pública que proporcione regularidade e segurança às ações dos diversos grupos formados. “O teatro no Rio Grande do Norte não tem o que comemorar. Não existe nenhuma política voltada ao teatro para o Estado”, reforça Titina Medeiros, atriz, integrante do Grupo Carmin e participante do Movimento Redemoinho. Segundo ela, o que existe para esta área não passa de uma “política de editais” e, assim mesmo, esporádicos e pontuais. ‘‘Queremos os editais, mas queremos, acima disso, uma lei de fomento ao teatro’’, destaca, frisando que, sobre essa questão, o grupo já encaminhou um projeto do Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade do Natal, à Fundação Capitania das Artes, da Prefeitura de Natal.

De acordo com a representante do Redemoinho, os grupos teatrais precisam de uma manutenção permanente, que agrega desde uma sede com sua estrutura básica a recursos com passagens aéreas, caso haja algum evento fora do Estado. ‘‘Somente com uma legislação nesse sentido, como já existe na cidade de São Paulo, por exemplo, teremos uma garantia de segurança, sem que a cada entrada e saída de governo tudo tenha que ser novamente acordado. O que a gente quer é que vire lei. Isso pode parecer muito, mas sequer uma política de edital nós temos’, lamentou.

Já em âmbito estadual, o movimento Redemoinho formulou e enviou à Fundação José Augusto, em meados do ano passado, a proposta do edital Chico Villa de Circulação, que foi aceito. Mas, ainda de acordo com Titina Medeiros, até agora nada foi posto em prática. A atriz diz que a promessa da Fundação é de que o edital seja publicado até o dia 15 de abril. ‘‘Existem muitos espetáculos montados, mas não existe uma demanda de exibição e circulação pelo interior do Estado’’, disse. Segundo ela, a FJA alegou a demora em virtude de burocracia. ‘‘Essa foi a promessa da Fundação e também um dos motivos de nós não sairmos para comemorar’’.

Outro ponto levantando por Titina é em relação às Leis de Incentivo à Cultura de Natal e do Estado (Djalma Maranhão e Câmara Cascudo).”Elas são dificílimas. O governo dá a chance ao empresário de reverter seus impostos em patrocínio cultural, mas eles não vêem o teatro com bons olhos. Como é muito pontual, o cara da empresa não tem interesse em manter uma “pecinha de teatro” que é a forma como eles enxergam. Eles acham que o teatro não traz um retorno bom’’, disse.



FJA: “A burocracia é inevitável”


Tatiane Fernandes, assessora técnica da Fundação José Augusto, admite que o edital de circulação proposto pelo grupo Redemoinho ainda não foi publicado devido a questões burocráticas e que a divulgação desse regulamento está dependendo da liberação dos recursos destinados. 'Isso poderá acontecer durante as comemorações do dia 27 ou até a primeira quinzena de abril', disse ela, que também é produtora cultural e integrante do grupo de teatro “Elas”. “É uma discussão e uma mobilização pertinentes. Mas, é importante destacar que a política da Fundação é de que os editais existam e, com eles, haja mais transparência. A burocracia, nesse caso, é inevitável”, apontou.

Ela lembra que, na área do teatro, a Fundação está com três editais a serem lançados, que são o de circulação (Chico Villa), teatro de rua (Lula Medeiros) e um terceiro que garante auxílio montagem. 'A idéia é que essas ações gerem uma mobilização mais estruturada e não apenas pontual, ou seja, que todas as vertentes do teatro sejam discutidas', explicou Tatiane, que citou ainda os teatros de Natal e interior geridos pela Fundação, além do Centro de Formação e Pesquisa Teatral, que proporciona formação em várias áreas do teatro para pessoas de todas as idades. 'É de lá, por exemplo, uma das principais referências do teatro potiguar no Brasil: João Marcelino', citou.



Luta por melhorias desde os anos 80


Não é de hoje que grupos teatrais se mobilizam para tentar garantir direitos básicos. Na década de 1980, diversos movimentos se uniram em prol de melhorias, o que prosseguiu até o início da década de 90. Uma das integrantes da Companhia Teatral Alegria, Alegria, grupo surgido em 1982, a atriz Fafá Arruda diz que ter um dia que lembre o ofício do profissional do teatro e da arte em si é positivo. ‘‘Mas, em relação à questão das políticas públicas de incentivo à área, a situação se complica. Existem muitas dificuldades em relação à manutenção e produção dos diversos grupos teatrais’’, diz, frisando que o Alegria, Alegria sobrevive, basicamente, com a venda de seus espetáculos.



TCP tem programação comemorativa


Ainda segundo Tatiane Fernandes, o dia 27 de março será marcado pelo lançamento oficial do projeto do Festival Agosto de Teatro, que será aberto ao público, a partir das 17h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (TCP), ao lado da Fundação José Augusto. O público poderá prestigiar a participação de Rodrigo Bico, seguido da Cia. Cara Melada, do Mamulengueiro Shicó, de Assú, da Cia Monicreques, da Xaranga do Riso, dos atores Geraldo Maia, Hélio Júnior, fechando com a apresentação de um vídeo-homenagem aos grupos artísticos do estado.

O I Festival Agosto de Teatro será de âmbito estadual, e acontecerá entre os dias 7 e 15 de agosto, contando com a participação de vários municípios potiguares. As apresentações acontecerão no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, Teatro Alberto Maranhão, Centro Experimental de Teatro e Praça Augusto Severo. O evento acontecerá anualmente e visa aproximar a produção teatral da população, além de fortalecer a capacitação dos profissionais e que haja uma política de intercâmbio.

quarta-feira, 25 de março de 2009

SOBRE RUMO DAS ARTES EM NATAL..

Hoje saiu duas notas no site da Prefeitura do Natal, sobre o rumo das artes na cidade, coloco as matérias na integra para os interessados...



Funcarte convoca imprensa para divulgar Plano de Gestão Cultural


A prefeita Micarla de Sousa e o presidente da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), César Revorêdo, convidam toda a imprensa para um café da manhã nesta quinta-feira (26), às 8h15min, na Galeria de Artes da Funcarte.

O motivo é a divulgação do inédito Plano Municipal de Gestão Cultural de Natal, cujo objetivo é propor novas idéias para a cultura, aliadas a projetos culturais já consagrados, além de demonstrar como aplicar essas propostas nas artes cênicas, literárias, musicais e visuais.



Dia Internacional do Teatro é comemorado com reflexão sobre os rumos das artes cênicas


O Dia Mundial do Teatro, comemorado na próxima sexta-feira (27), será um momento de introspecção para a Escola Municipal de Teatro Carlos Nereu de Souza. Na data, a Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), realiza uma solenidade entre gestores públicos, estudantes de teatro e a classe artística sobre as políticas públicas a serem adotadas pela nova gestão, além de ouvir sugestões e críticas dos presentes no evento.

Participam da solenidade comemorativa o vice-prefeito Paulo Freire (representando a prefeita Micarla de Sousa), o presidente da Funcarte, César Revorêdo, o coordenador do Espaço Cultural Francisco das Chagas Bezerra de Araújo, Amaury Junior, o diretor da Escola Municipal de Teatro, Lenilton Teixeira, os estudantes de teatro e todos os artistas interessados. O diálogo acontece às 19h na sede da escola, que fica no prédio do Espaço Chico Miséria, na Zona Norte.


Fonte: http://www.natal.rn.gov.br



By Segundo




sexta-feira, 20 de março de 2009

UnP ENCENA ABRE INSCRIÇÕES PARA ALUNOS NOVATOS

A arte contribui para o desenvolvimento cultural das pessoas. O Teatro ajuda a pessoa a vencer a timidez. Quando vemos atores em novela, não acreditamos que aquelas pessoas podem ser tímidas, mas alguns deles entram em oficinas de teatro para se relacionar melhor com as pessoas. Essa arte é interessante também para complementar a formação profissional das pessoas. Imagine-se trabalhando em uma empresa, nesse caso a capacidade de interagir com o outro e ter noções corporais e de voz, ajuda ao profissional.

A UnP tem o Grupo de Teatro UnP ENCENA, projeto institucional direcionado para alunos de todos os cursos da UnP. As inscrições para participar do grupo estão abertas. O objetivo do projeto é possibilitar a prática da arte dramática na vida acadêmica para despertar no aluno a expressão cênica, como instrumento de aprendizagem para a formação profissional, promovendo o desenvolvimento da criatividade, em direção à educação estética e artística, além de formar cidadãos verdadeiramente críticos e participativos, bem como levar entretenimento e cultura à comunidade em geral como grupo de teatro universitário. O projeto é coordenado pela prof.ª Ana Francisca Oliveira, especialista em Artes Cênicas.

A Oficina de Teatro terá início para novatos no dia 28 de março, na Unidade Salgado Filho. As inscrições podem ser feitas nas Centrais de Atendimento da UnP, ao valor de R$20 (mensais). Mais informações através do telefone 84 3216-8626 ou pelo e-mail anafrancisca@unp.br ou unpencena@gmail.com.


Fonte:

http://www.unp.br/jportal/portal.jsf?post=3244


By Segundo



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

HOMENAGEM AO ARTISTA

A homenagem desse mês não é para um aniversáriante, mas sim para uma pessoa especial que teve que se ausentar do grupo momentaneamente, por ter ido fazer intercâmbio no chile (gente chic é outra coisa)... Bom, vamos falar da grande artista Roberta Mousinho... Ela entrou no grupo no segundo semestre de 2008, no começo não foi fácil, tivemos um baque com a entrada dela, acho que por o grupo tá formado desde o ínicio do ano... Mas aos poucos ela conquistou a todos, com seu jeito meigo e carente (heheh será? ou foi com brutalidade mesmo? hehehehe). Ah, ela já participou de outras peças com direção de Ana Francisca (vide fotos) no grupo de teatro pedagogico, e agora está definitivamente no UnP Encena... Seu último trabalho foi conosco, fazendo 'Olorosa' na peça "A Eleição" (última foto). Ela simplesmente arrasou, um verdadeiro show de expressão facial... Roberta essa pequena homenagem é para que você saiba o quanto já é importante para o nosso grupo e o quanto vai fazer falta nesses meses, digo isso em nome de todos do grupo e também quero dizer o nosso muito obrigado por esse talento e esse carisma alucinante, esperamos você no segundo semestre!!! Não esqueça da gente!!! Bjuuu


MÊS DE FEVEREIRO



(Como a Fada Primavera na peça Florbela a Bela)


(Uma das irmãs da peça Florbela a Bela)


(Boneca - Segredos do mundo encantado dos sonhos)


(Novamente como a Boneca em Segredos do mundo encantado dos sonhos)


(Olorosa - A Eleição)






By Segundo




sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

CARNAVAL



Venho desta vez trazendo novidades... A primeira é as inscrições para oficina de técnicas para falar em público da nossa mestra Ana Francisca (detalhes logo abaixo), e a volta do UnP Encena para veteranos no dia 28/02 (êba). Os novatos não fiquem tristes, pois em março será aberta as inscrições... Bom como já estamos no período carnavalesco, desejo a todos uma ótima folia, mas lembre-se de brincar com responsabilidade, ah usem camisinha... heheheheh Para não passar em branco resolvi postar uma músiquinha (no finalzinho) que certamente todos conhecem, e que embalou muitos carnavais...



Abertas as inscrições para Oficina de Técnicas para Falar em Público

Estão abertas as inscrições para a Oficina de Técnicas para Falar em Público. Os interessados podem se inscrever nas Centrais de Atendimento do Campus Natal. O curso tem carga horária de 20h/aula, com taxa única de R$ 100,00. Alunos da UnP têm 50% de desconto. Mais informações através dos telefones 3215-1234 e 3216-8626, ou nos e-mails extensao@unp.br ou anafrancisca@unp.br.

Confira as turmas disponíveis:


1ª Turma
Local: Unidade Floriano Peixoto | Sala 08, prédio IV
Horário: 17h às 18h30 | terças e quintas-feiras
Período: 10 de março a 09 de abril


2ª Turma
Local: Unidade Salgado Filho | Sala 08 (anexo Salgadinho)

Horário: 17h às 18h30 | quartas e sextas-feiras
Período: 11 de março a 08 de abril


3ª Turma
Local: Unidade Salgado Filho | Sala 111 - 1º pavimento
Horário: 8h30 às 12h30 | Sábados
Período: 07 de março a 04 de abril



Allah-la-ô, ô ô ô, ô ô ô ô

Mas que calor, ô ô ô, ô ô ô (bis)

Atravessamos o deserto do Sahara

O sol estava quente, queimou a nossa cara


Viemos do Egito / E muitas vezes nós tivemos que rezar

Allah-Allah-Allah, meu bom Allah

Mande água pra Ioiô / Mande água pra Iaiá

Allah, meu bom Allah


Allah-la-ô (Composição: Haroldo Lobo e Nássara)





By Segundo






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CARMEN MIRANDA

Hoje é um dia especial, a exatamente 100 anos nascia Carmen Miranda, um dos maiores mitos do Brasil (se não o maior de todos). Então como não poderia deixar de ser, venho homenagear essa estrela que nunca apagará seu brilho, nem mesmo a morte é obstáculo para ela. Pense num talento, num charme, numa elegância... Procurei entre seus balangandãs uma música para representar toda a grandeza dessa portuguesa de nascimento, mas brasileira de coração, opções são muitas, mas como o espaço aqui é restrito, decidi postar a letra que mais me emociona, e que também é o primeiro fonograma gravado por Carmen, chama-se Triste Jandaya. Quem quiser conhecer mais desse mito e até ouvir essa, entre outras músicas (o acervo é maravilhoso) é só entrar no http://carmen.miranda.nom.br/


Carmen Miranda (1909 - 1955)


Triste Jandaya

Jandaya, tão bonititinha, no terreiro é uma santa
Ela véve tristezinha, por saber que o galo canta
Cuma não sabe cantar, véve triste a saluçá
Periquitinho, quedê Jandaya? Percure nos miará...
Mas não vá comê meus mio, que é de meu galo armoçá!
Que é de meu galo armoçá!

Se voa arto atrapaia os gavião
P'rá não comê os pintinho na bêra do riachão
Vô ranjá uma ispingarda, p'rá cabá com essa cambada
Periquitinho, quedê Jandaya? Percure nos miará...
Mas não vá comê meus mio, que é de meu galo armoçá!
Que é de meu galo armoçá!

Gavião deu lá na roça, que eu tinha no São Gonçalo
Comeu os meu mio todo, que eu sustentava meu galo
Ô gavião, se tu descê, ai, se aperpare p'rá morrê!
Periquitinho, quedê Jandaya? Percure nos miará
Mas não vá comê meus mio, que é de meu galo armoçá!
Não vá comê meus mio, que é de meu galo armoçá!

[Canção-Toada De Josué de Barros. Acompanhamento pelos violões de Josué de Barros e Rogério Guimarães. Gravado em 4 de dezembro de 1929]



By Segundo




sábado, 31 de janeiro de 2009

HOMENAGEM AO ARTISTA

Faz um tempinho que o pessoal do grupo teve essa idéia, mas acabou ninguém colocando em prática... Então como estou com a faca e queijo na mão e o nosso querido ator Wellington Azevedo completou mais um ano de vida, resolvi estrear esse cantinho para homenagear figuras especiais, que tanto podem ser do grupo ou personalidades interessantes... Aguardo sugestões!!!

MÊS DE JANEIRO

Wellington Azevedo (29/01)


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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Sobre Lourdes Ramalho

Neste post um pouco da história da grande Lourdes Ramalho, autora da peça "A Eleição".



(Lourdes Ramalho - 1985)


QUEM É LOURDES RAMALHO


Maria de Lourdes Nunes Ramalho, ou Lourdes Ramalho, como é conhecida literariamente, é uma escritora nascida no início da década de 1920 (23 de agosto, 1923), no sertão de Jardim do Seridó, fronteira do Rio Grande do Norte com a Paraíba, numa família de artistas e educadores: bisavô violeiro e repentista, mãe professora e dramaturga, tios atores, cordelistas e violeiros. Na infância, enquanto recebia o que havia de melhor em termos de educação formal no sertão, Lourdes Ramalho cresceu ouvindo cantorias de viola e histórias contadas por vendedores de folhetos e assim aprendeu, desde cedo, a amar sua terra e a cultura do seu povo. Essa relação, de natureza atávica, da autora com a poesia popular, na realidade, se confunde com a história de seu bisavô, Hugolino Nunes da Costa, um dos expoentes da primeira geração de cantadores surgida no sertão paraibano em meados do século XIX dando seqüência a uma linhagem iniciada por Agostinho Nunes da Costa, considerado o pai da poesia sertaneja nordestina. É deste contato com cantadores, cordelistas e contadores de história que vem o aprendizado dos procedimentos próprios da literatura popular, mais tarde assimilados em sua dramaturgia.



O QUE LOURDES RAMALHO ESCREVE


A maior parte da produção literária de Lourdes Ramalho é de textos para teatro. Seu fazer literário passa, entretanto e desde sempre, pela poesia e, ultimamente, contempla, ainda, a área da genealogia – revelando-se também aí a pesquisadora de fontes históricas, interessada em descobrir as raízes judaicas da cultura nordestina e, por extensão, da sua própria família. Suas primeiras peças foram escritas por volta dos seus 10-12 anos de idade, quando brincar de teatro era sua diversão favorita. Incentivada pelos tios e, sobretudo, pela mãe, a menina Lourdes colocava no papel as falas e as ações das personagens que re/inventava e, em seguida, comandava os ‘ensaios’ para as apresentações, de que também participava e que aconteciam em reuniões familiares e escolares. Datam desse tempo as primeiras versões de alguns dos seus muitos textos teatrais infantis.

Quando escreveu o primeiro texto teatral propriamente dito, em 1939, Lourdes era ainda uma adolescente. Aluna de um colégio interno, no Recife, indignada com a precariedade de condições da escola, põe no papel, em forma de comédia, seus protestos contra a falta de professores qualificados, a má qualidade da alimentação e as medidas disciplinares abusivas. Transformado em cena pela própria autora, o texto foi apresentado na festa de encerramento do ano letivo do colégio, detonando um embate entre pais e mestres, que resultou na expulsão da aluna-escritora.

Nos trinta anos seguintes, ou seja, entre as décadas de 1940 e 1970, é na sala de aula e em grêmios artísticos estudantis que Lourdes, conciliando seu o ofício de dramaturga e poeta com o de professora, encontra espaço para suas atividades de animação cultural, voltadas especialmente para a cena teatral e já então anunciadas como projeto de vida. De 1975 em diante, após a primeira montagem teatral do seu texto As velhas, seus textos começam a ser montados fora de Campina Grande, na Paraíba, onde reside até hoje, ganhando a estrada rumo a outras partes do país através de festivais de teatro amador.


OBRA


Em mais de cinco décadas de dedicação apaixonada ao universo do teatro, Lourdes Ramalho já assinou quase uma centena de textos teatrais, nos mais variados gêneros. Vários desses textos ganharam o palco, pela mão de diferentes encenadores, como também muitos já foram publicados como livros.

  • A Eleição
  • A Feira
  • A Mulher da Viração
  • As Velhas
  • Chã dos Esquecidos
  • Charivari
  • Corrupio e Tangará (O Pássaro Real)
  • Festa do Rosário
  • Fiel Espelho Meu
  • Fogo-Fátuo
  • Frei Molambo
  • Guiomar Filha da Mãe
  • Guiomar Sem Rir Sem Chorar
  • Maria Roupa de Palha
  • Novas Aventuras de João Grilo
  • O Diabo Religioso
  • O Novo Prometeu
  • O Reino de Prestes João
  • O Romance do Conquistador
  • O Trovador Encantado
  • Os Mal Amados
  • Presépio Mambembe
  • Uma Mulher Dama
  • Viagem no Pau-de-Arara

Texto: Valéria Andrade

Fonte: http://www.lourdesramalho.com.br/



By Segundo




sábado, 3 de janeiro de 2009

Estréia da peça "A Eleição"

Vamos começar as postagens do ano com fotos e a sinopse da peça "A Eleição"

A peça é uma sátira que nada fica a dever a campanhas políticas, nas quais a compra e venda de votos, as fraudes, agressões, fofocas e cambalachos, sacodem a vida das cidades interioranas brasileiras. Nela vamos encontrar o alienado, o padre-político, o doutor-candidato, o escrivão desonesto, a vitalina linguaruda, os eleitores de cabresto, que trocam de partido como quem troca de roupa. É o reinado do "quem dá mais".



(Cartaz de divulgação da peça...)


(Perpedígna e Idelfonso (Francis e Sandemberg) deram um show...)


(Jaime (Wellington) foi o maior sucesso...)


(O padre Inocêncio (Pablo) mostra a que veio...)


(Hora do agradecimento...)

O blog estava meio abandonado, mas apartir de agora estou de volta pra dar uma turbinada nele... Por enquanto o UnP Encena está de férias, mas breve, breve, muito em breve estamos de volta e com tudo!!!

Em 2009 muitas novidades!!!

Aguardem!!!

By Segundo

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

NA MEMÓRIA DE UM ELENCO A IMITAÇÃO DE UM MITO – LAMPIÃO
Por Sandemberg Oliveira


Virgulino Ferreira – Lampião, pra alguns herói, pra outros uma lenda, pra mim uma honra, pra UnP Encena um desafio pela arte de interpretar quando me refiro a tantos talentos que, mesmo diante das dificuldades e incertezas que nos sobrevieram, foram leais, sinceros e, acima de tudo, intrinsecamente talentosos. A nossa mestra que, mesmo diante das incertezas, dos atropelos, das discórdias, dos enlaces, da falta de paciência, da dúvida e da angústia que porventura sempre vem vinculada ao medo, teve de forma absoluta, profissionalismo, conhecimento e sabedoria para tanto nos ensinar, compreender, lapidar e, pela arte de ser uma exímia professora, a grande humildade em também aprender com cada um de nós.

“Lampião no oeste” se despede de todos, com a certeza de muito ter ensinado, não só de ter-nos contado sobre essa magnífica passagem histórica que tanto marcou na contribuição literária de grandes homens sertanejos, ocorrida no interior do Estado, nas suas pelejas pelos caminhos do grandioso e rico nordeste brasileiro, das suas lutas e conquistas, mas, acima de tudo, por ser um ícone de nossa cultura popular.

Que todos possam ter compreendido que esse grande líder – Virgulino Ferreira o “Lampião” apenas tinha um ideal, assim como cada um de nós temos os nossos ideais; viver, lutar e vencer. Que todos que compreendem esse formidável grupo, liderados por uma fantástica mulher, tenham sido capazes de transformar as suas dificuldades em combustíveis, nos propiciando chegar ao ápice de nossas vidas, gigantescos por tanto termos possibilitado aprender. Aos que ficam, a certeza de muitas lutas, de grandes vitórias e de muito aprendizado, além de muitos aplausos. Quanto aos que saem, nossos sinceros agradecimentos e que se sintam elogiados pelos aplausos recebidos a cada palco, a cada apresentação, onde fora mais que merecido pela obra de seu talento.

Assim como no cangaço, que possamos ser cangaceiros na arte de lutar, na união que se forma um grupo, quando não somos estrelas, apenas pérolas formando um colar.